A Febraban se reuniu com o Ministério da Previdência Social e o INSS para discutir impactos recentes nas regras de bloqueio de benefícios que vêm afetando diretamente a portabilidade do crédito consignado.
A mudança no processo — que passou a bloquear o benefício a cada contrato, sem o prazo anterior de 10 dias para averbação — aumentou significativamente o risco para os bancos. Isso porque as instituições podem quitar a dívida em outro banco e, em seguida, ter a operação inviabilizada caso o benefício seja bloqueado, resultando na perda da margem consignável.
Diante desse cenário, quatro grandes bancos já suspenderam a portabilidade do consignado do INSS, enquanto outras instituições avaliam seguir o mesmo caminho.
Como encaminhamento, o Ministério da Previdência e o INSS solicitaram a formalização do problema. Um ofício já foi enviado pela Febraban e pela ABBC, e há sinalização positiva do governo para revisar o fluxo atual e evitar bloqueios em operações já iniciadas, buscando restabelecer a segurança e a continuidade da portabilidade.

