A participação de terceiros em operações de crédito é um dos pontos de maior atenção para o correspondente bancário. Embora existam situações legítimas — como auxílio familiar ou representação legal — esse cenário também é amplamente explorado por fraudadores para ocultar identidades, manipular informações e viabilizar golpes.
Por isso, é essencial que o corban saiba diferenciar uma atuação regular de uma tentativa de fraude, adotando postura criteriosa e alinhada aos protocolos de segurança.
1. Quando a presença de terceiros deve gerar atenção
O envolvimento de terceiros deve ser tratado com cautela, especialmente quando:
- O “cliente” não participa diretamente do atendimento;
- Um intermediário conduz toda a negociação;
- Há resistência do titular em se comunicar ou validar informações;
- O terceiro demonstra urgência ou tenta acelerar o processo.
Esses comportamentos podem indicar tentativa de ocultação de identidade ou uso indevido de dados.
Quem contrata o crédito deve ser o protagonista da operação.
2. Riscos mais comuns nesse tipo de fraude
Fraudes com intermediários costumam envolver:
- Uso de documentos de terceiros sem autorização;
- Indução de idosos ou pessoas vulneráveis;
- Coleta indevida de dados para operações fraudulentas;
- Manipulação de informações para aprovação de crédito.
Nesses casos, o correspondente pode ser exposto a riscos operacionais e reputacionais se não realizar as validações adequadas.
3. Validação direta com o titular é indispensável
Independentemente da situação, o contato direto com o cliente titular é obrigatório. O corban deve:
- Confirmar dados pessoais diretamente com o cliente;
- Realizar validações biométricas ou por vídeo, quando exigido;
- Garantir que o cliente compreende a operação;
- Verificar se há consentimento claro e consciente.
A ausência de validação direta compromete toda a segurança da operação.
4. Atenção a procurações e representações legais
Em casos de representação formal, como procurações, é necessário:
- Verificar a autenticidade do documento;
- Confirmar validade e abrangência dos poderes concedidos;
- Avaliar se a operação está dentro do escopo autorizado;
- Seguir as regras específicas da instituição financeira.
Nem toda procuração autoriza contratação de crédito — esse é um ponto crítico de atenção.
5. Nunca flexibilizar processos por influência de terceiros
Intermediários podem tentar “facilitar” o processo, sugerindo atalhos ou pressionando por agilidade. O correspondente deve manter firme o cumprimento dos protocolos, sem exceções.
Qualquer tentativa de conduzir a operação fora do padrão deve ser tratada como sinal de risco.
6. Educação do cliente como medida preventiva
Sempre que possível, o corban deve orientar o cliente sobre os riscos de compartilhar dados com terceiros e reforçar que operações financeiras devem ser realizadas com acompanhamento direto e seguro.
Clientes bem informados são menos suscetíveis a esse tipo de golpe.
A atuação de terceiros exige atenção redobrada. O correspondente bancário deve priorizar a validação direta, o cumprimento de processos e a transparência em todas as etapas.
Identificar e evitar fraudes com intermediários é essencial para proteger o cliente, preservar a operação e fortalecer a credibilidade do canal Corban.

