O período de declaração do Imposto de Renda exige atenção dos contribuintes quanto a prazos e regras para evitar inconsistências. No entanto, além das obrigações fiscais, cresce também um risco importante: o aumento das tentativas de golpes financeiros.
Aproveitando a insegurança e a urgência típicas dessa época, fraudadores utilizam diferentes estratégias para enganar vítimas — muitas vezes com abordagens que simulam comunicações oficiais. Nesse cenário, o correspondente bancário desempenha um papel essencial ao orientar clientes e reforçar práticas seguras.
1. Oportunidade para golpistas: atenção redobrada
Durante o período do Imposto de Renda, é comum o aumento de mensagens fraudulentas que exploram o medo de cair na malha fina ou de cometer erros na declaração.
Golpistas criam situações de urgência, alegando pendências no CPF, irregularidades ou bloqueios, com o objetivo de induzir o cliente a agir rapidamente, sem verificar a veracidade da informação.
A pressa é um dos principais aliados das fraudes.
2. Comunicações falsas em nome de órgãos oficiais
Uma das práticas mais comuns é o envio de mensagens por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagem, simulando contato de órgãos oficiais.
É importante reforçar aos clientes que:
- Não há contato ativo solicitando dados pessoais por esses canais;
- Não são enviados links para “regularização” ou “liberação” de pendências;
- Qualquer comunicação fora dos canais oficiais deve ser considerada suspeita.
Esses links podem direcionar para páginas falsas ou instalar programas maliciosos capazes de capturar dados pessoais e financeiros.
3. Golpes envolvendo restituição e pagamentos indevidos
Outro golpe frequente envolve a promessa de restituição “liberada” ou “antecipada”. Nesses casos, o fraudador solicita:
- Dados bancários;
- Informações pessoais;
- Pagamento de taxas para “liberação” de valores.
O correspondente deve orientar que:
- Não existe cobrança para liberar restituição;
- Não são realizados pedidos de pagamento via PIX ou boleto por mensagens;
- Qualquer pagamento relacionado ao imposto deve seguir os canais oficiais.
4. Falsos profissionais e assessorias irregulares
Durante o período de declaração, também aumentam ofertas de serviços por supostos profissionais ou “assessorias” sem registro.
Essas abordagens costumam incluir:
- Preços muito abaixo do mercado;
- Promessas de restituições elevadas;
- Contato exclusivo por redes sociais ou aplicativos.
O risco envolve tanto prejuízo financeiro quanto uso indevido dos dados fornecidos.
O cliente deve sempre verificar a legitimidade do profissional antes de compartilhar qualquer informação.
5. Proteção de dados e acesso seguro
A segurança da informação é um dos principais pontos de atenção. O correspondente pode orientar o cliente a:
- Acessar serviços apenas por canais oficiais;
- Não compartilhar senhas ou dados sensíveis;
- Utilizar autenticação em duas etapas quando disponível;
- Evitar acessar links recebidos por terceiros.
Essas medidas reduzem significativamente o risco de fraude.
6. Golpes por WhatsApp e falsas centrais de atendimento
Também são comuns tentativas de contato por aplicativos de mensagem, nas quais golpistas se passam por centrais de atendimento ou suporte técnico.
Nessas abordagens, podem solicitar:
- Confirmação de dados pessoais;
- Envio de documentos;
- Fotos ou validações indevidas.
É fundamental reforçar que esse tipo de solicitação não faz parte dos canais oficiais e deve ser ignorado.
7. O papel do correspondente bancário
O corban tem papel estratégico na prevenção de fraudes, especialmente em períodos de maior exposição a golpes. Ao orientar corretamente o cliente, o correspondente:
- Reduz riscos de prejuízo financeiro;
- Fortalece a confiança no atendimento;
- Contribui para a segurança do sistema financeiro;
- Reforça a credibilidade do canal autorizado.
A informação clara e preventiva é uma das ferramentas mais eficazes no combate a fraudes.
O período do Imposto de Renda exige atenção não apenas às obrigações fiscais, mas também à segurança digital e financeira. O correspondente bancário, como ponto de contato direto com o cliente, tem papel fundamental na disseminação de orientações seguras e na prevenção de golpes.
Informar, orientar e reforçar boas práticas é proteger o cliente — e fortalecer todo o canal Corban.

